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disparidade

- você precisa baixar a guarda, ela dizia, dá medo, mas é bom.
- bastam duas folhas, eu dizia, você dobra assim.
terminamos.
com ela aprendi a amar.
e ela comigo? a economizar papel higiênico.

biblioteca privada

um grupo de teatro espanhol fez uma peça sobre uma editora que publicava livros em papel higiêncio.

daí a idéia era muito melhor que a peça e eles partiram para a prática:

www.literaturaenpapelhigienico.com

além de clássicos e textos bíblicos, eles também publicam novos autores que se interessem em ter um contato mais íntimo com o leitor anônimo.

isso é que é slogan:
"já disseram que o que você escreve é uma merda?"

(eu gostei. será que Rodolfo, Carlos Alberto e Teófilo [vide post abaixo] aprovariam? )

portable portraits

aprendi: esta série já vem legendada

sopa primordialokaki no botecopão e arte (e salaminho)

noite de copacabana

outro lado da mesagotas

os livros na estante

chirol amplificado[sem legenda]

dimitri fotografa achilles achilles fotografa dimitri

parede verde, unhas vermelhas mata atlânticaos últimos dias do palácio

eu jogo com as pretas

chirol com as brancas

reel around the fountain

vermelho-e-branco

Paulo José não vai ao banheiro

"a narração onírica (...)  a imaginação que, liberada do contole da razão, do cuidado com a verossimilhança, entra nas paisagens inacessíveis à reflexão racional."

essa definição foi extraída de "A Arte do Romance", do Milan Kundera, que eu vinha lendo avidamente até há algumas semanas (sigo encantado pelo livro; só fiz uma pausa por falta de tempo e pra respirar lendo uma ficçãozinha).

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só que esqueceram de avisar meus sonhos. neles, a verossimilhança se imiscui o tempo todo, apontando os menores deslizes, censurando qualquer distanciamento, se não do Real, ao menos de um certo Realismo intrínseco.

por mais estapafúrdios que sejam os enredos (e eles freqüentemente o são), parece que, mesmo dormindo, minha mente não consegue se libertar da verossimilhança.  

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exemplifico:

sonho de ontem. um ator brasileiro, de barba branca - possivelmente o Paulo José - conduz um figurão estrangeiro da indústria cinematográfica, mais idoso e também de barbas brancas, em um tour pelos escritórios do Festival do Rio.

"- So, Mr. X., here we have the..., and the..."

[note que o diálogo se dava em Inglês - primeiro indício da "caretice" dos meus sonhos.]

o figurão gringo (não faço idéia de quem fosse) acompanha a exposição com interesse moderado e vez por outra assente polidamente.

a certa altura, Paulo José vira pro cara e diz:

"- Please excuse me for a moment, X., cause i've got to take a leak."

e se prepara pra sair pelo lado esquerdo da tela do sonho. mas é impedido pelo figurão hollywoodiano:

"- No, Paulo, you do not have to 'take a leak' - cause you are a DREAM character, and therefore you have no such needs. so please, stay right where your are, and let's continue the tour!"

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!!!

por obséquio, caros leitores (em especial aqueles com alguma formação psiquiátrica e/ou de outra natureza esotérica): já viram algo parecido? será grave meu caso? terá cura??

eu não faço idéia; deixo aos caros amigos e visitantes a tarefa de interpretar essa pitoresca forma de operar dos meus sonhos. 

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EM TEMPO: talvez tenha havido uma inversão; esqueceram de avisar à minha realidade desperta que ela sim deveria manter um mínimo de coerência e encadeamento lógico.

meu dia de ontem foi tão bizarro e povoado por sucessivos eventos surreais, que essa tese me parece bastante plausível... :-|

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abraços paratodos. e atenção: VOU DORMiiiiiR! :-D