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minha mãe, a cobradora do zeppelin
"Silvia e Dimitri queridos,
seguem duas fotos (de ângulos diferentes) do zepelin que era um ônibus que existia em Belém na minha infância. Eu só queria andar nele (havia ônibus tradicionais em circulação também) e Nalzira sempre pacientemente esperava o zepelin para me satisfazer. Durante anos quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, a resposta vinha pronta: "cobradora do Zepelin"!
Agradeço muito a tia augusta que me enviou as fotos antigas de Belém e nem sei se lembra dessa história.
Beijo da
Marina"
a sacolinha mágica
"a música é um receptáculo de capacidade ilimitada e infinito poder de transporte; quando a gente faz ela já vem recheada, mas a partir daí - se tudo der certo - só faz armazenar mais e mais.
e pode presentificar o que nela investimos infinitas vezes, no instante em que quisermos."*
...resumindo: a música é a sacolinha mágica do gato félix. é o chapéu do presto. a cartola do coelho. a mais poderosa bag of holding. o fusca do palhaço. a sopa do neném. a bolsa da mamãe.
a música é o porta-vidas inesgotável. com ela você pode revisitar momentos, memórias e sensações onde e quando quiser. e o que é melhor: é muito fácil de transportar! =]
*[Dimitri BR, em comentário a texto de Ricardo Domeneck sobre "mercado negro", relido hoje após ser twittado pela Letícia Féres - que por sua vez o descobriu na nova seção do diahum, diahum @, destinada a linkar de volta todos os sites/blogues que republicaram as videocanções.]
eu não sou da sua rua
caiu a ficha
finalmente! depois de anos pasmo com a aparente estreiteza da concepção humana de vida alienígena, eis que hoje a querida narghee-la informa: cientistas especulam buscar formas de vida radicalmente diferentes da humana [conforme a matéria original na wired, em inglês].
sonho do pequeno dimitri:
virar cosmonauta e
procurar vidas pelo espaço
corrida maluca
desde a minha infância - quando a corrida espacial trazia a colonização galática à ordem do dia - eu jamais compreendi como era possível que, ao se falar em vida extraterrestre, essa linha de pesquisa não fosse a principal.
desde a minha infância - quando a corrida espacial trazia a colonização galática à ordem do dia - eu jamais compreendi como era possível que, ao se falar em vida extraterrestre, essa linha de pesquisa não fosse a principal.
por que, eu me perguntava, como esperar que uma eventual vida alienígena seja remotamente semelhante à vida humana?!
a mim sempre pareceu evidente: estranho seria que os alienígenas tivessem qualquer coisa em comum conosco.
tridimensional?
e quando digo isso, não me refiro a respirar amônia ou ter 3, 5 ou 1000 braços: falo de algo realmente diferente, num grau que nosso mais louco delírio poderia apenas tangenciar.
e aí entra outra aparente omissão na busca por ETs que sempre me deixou perplexo: por que acreditar que os parcos sentidos humanos, ou nossos instrumentos rudimentares - e (mal) regulados para buscar evidências de vida semelhante à nossa - seriam capazes de perceber uma outra forma de vida, ainda que dessem de cara com ela?
e quando digo isso, não me refiro a respirar amônia ou ter 3, 5 ou 1000 braços: falo de algo realmente diferente, num grau que nosso mais louco delírio poderia apenas tangenciar.
e aí entra outra aparente omissão na busca por ETs que sempre me deixou perplexo: por que acreditar que os parcos sentidos humanos, ou nossos instrumentos rudimentares - e (mal) regulados para buscar evidências de vida semelhante à nossa - seriam capazes de perceber uma outra forma de vida, ainda que dessem de cara com ela?
sei que tenho mais de dez braços
e isso é normal
estranha forma de vida
pra ficar em exemplos ainda muito conservadores: o quanto um ser do tamanho de uma bactéria conseguiria perceber de um ser do tamanho de um prédio? ou o quanto uma criatura que viva, digamos, 70 anos terrestres - e se movimente com velocidade proporcional - poderia captar da existência e movimentação de um ser que vivesse 10000 anos, e se movesse com a velocidade da erosão em uma montanha?
pra ficar em exemplos ainda muito conservadores: o quanto um ser do tamanho de uma bactéria conseguiria perceber de um ser do tamanho de um prédio? ou o quanto uma criatura que viva, digamos, 70 anos terrestres - e se movimente com velocidade proporcional - poderia captar da existência e movimentação de um ser que vivesse 10000 anos, e se movesse com a velocidade da erosão em uma montanha?
jamais compreendi o aparente desprezo por esses pontos, e por isso fico feliz de saber que os cientistas parecem hoje ter a mente mais aberta ao procurar por nossos irmãozinhos alienígenas.
minha vida é diferente da sua
mente aberta, mas nem tanto: ainda se referem à essas formas de vida hipotéticas como "exóticas". ora, meu caro humano, como dizemos lá no meu planeta, exótico é você!
para os cientistas irem se acostumando:
quando encontrarem um alienígena, ele vai cantar essa canção
(composta pelos aliens arnaldo antunes e branco mello)
vida longa e próspera paratodos!
decifre o código
o manual do espião foi uma pequena febre para mim e meu círculo de amigos, aos 7-8 anos de idade. o manual do detetive também, embora nossa preferência pelo primeiro, ainda que talvez injusta, fosse evidente (e facilmente explicável: é muito mais legal ser espião que detetive, né?).com capítulos tratando de assuntos variados e instigantes - "como seguir suspeitos", "por que usar disfarces", "aprenda a observar", "ver sem ser visto" e afins - esses dois livrinhos eram excelente alimento para nossas brincadeiras de crianças da guerra fria.
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o poema abaixo eu escrevi ontem. mas só porque, há mais de duas décadas atrás, o pequeno dimitri disputava, semana após semana, o empréstimo do manual do espião na biblioteca do clube, após a aula de natação, com um rival então desconhecido - que era, anos depois descobrimos, o tiago saboga.
leia, portanto, tendo isso em mente...
[será mesmo que a vida sem mistério não teria tanta graça?]
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mensagem secreta
meu coração
está gelado
não é de hoje
sente esta falta
ausência dura
gesto vazio
espera vã
mistério não há
segredo nenhum
esconde esse medo
carta que não chega
registro apagado
enigma sabido
tediosa clareza
anêmica verdade
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[e aí, decifrou? =]
vida lôka
hoje de manhã acompanhei a flávia muniz na rádio maluca - programa infantil de auditório (!) transmitido ao vivo (!!) todo sábado direto da histórica rádio nacional para as rádios mec e nacional (e pela internet).
a meus amigos
sabedoria
(a meus amigos)
minha sorte é ter amigos
muito sábios
vivo aprendendo com
as besteiras que fazem
(a meus amigos)
minha sorte é ter amigos
muito sábios
vivo aprendendo com
as besteiras que fazem
(im)possibilidades

adoro impossibilidades concretas.
aliás, creio que estas exercem um fascínio inerente sobre boa parte dos seres humanos, haja vista a grande aceitação que tem os desenhos do Escher, com seus ângulos e perspectivas absurdos, onde em cima é embaixo e dentro é fora.
talvez isso seja conseqüência da nossa vontade de que impossíveis aconteçam; quanto a mim, na verdade, acho que a primeira sedução dessas contradições concretizadas seja a diversão da quebra de expectativa, mesmo, e meu gosto de longa data pela engenhosidade.
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quando criança, eu adorava um velho livro chamado algo como "almanaque de objetos insólitos". eu e meu principal comparsa de invenções na época, Erik Kohler (que também foi, muito estranhamente, a primeira pessoa a cantar comigo num palco!) não apenas líamos o livro à exaustão, como criávamos nossos próprios objetos estapafúrdios, cuidadosamente registrados, descritos e ilustrados em papéis que o Erik guardava num álbum (o qual, ouvi dizer, ainda existe! cara, queria ver isso).
[alguns anos depois, descobri que outro amigo também tinha - e adorava - um raro exemplar desse velho livro: Tiago Saboga, que viria a ser um dos meus amigos mais próximos a partir da adolescência, após uma infância repleta de paralelismos, na qual a única coincidência que faltou foi mesmo a de nos conhecermos.]
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ao caro leitor que alcançou este ponto do texto, chegou a hora de confessar que não me lembro exatamente por que resolvi escrevê-lo (!?). tive essa idéia ontem/hoje, ao voltar pra casa umas 5h da manhã; já fiquei contente, portanto, de ter lembrado dela de todo. :P
achei que o tema permitia que eu escrevesse mesmo sem lembrar exatamente a razão. um nadinha de absurdo pode fazer maravilhas pelo nosso dia. :]
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mas de uma coisa lembro-me bem: queria postar dois dos meus exemplos favoritos de impossibilidades realizadas. estão em duas letras de canções, de artistas sem (quase) nenhuma relação um com o outro.
aí vão:
1. "i was 21 years when i wrote this song / i am 22 now, and i won't be for long"
[billy bragg, em sua canção-tema "new england"]
- afinal, qual a idade do eu-lírico billy??
2. "Essa parte do texto eu ainda estou maquinando / Tem que ser direto e epidêmico / Não esquecerei de mencionar os banqueiros americanos / César há de tremer / Viva México!"
[Fred 04 (do mundo livre s/a), em "desafiando roma"]
- certo, ele ainda está maquinando essa parte. é por isso que não estamos ouvindo ele cantar. ei, espera aí.
que acharam? se alguém lembrar de mais exemplos, diga aí! gostaria de compilá-los.
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em tempo: o objeto que ilustra este post, contrariando a impressão que possa dar ( :D ) não foi retirado do tal compêndio de objetos insólitos; trata-se de uma instrumento real, a harp-guitar. descobri este e muitos outros instrumentos bizarros e interessantes numa recente pesquisa motivada por uma consulta da Ana Sol.
essa foto aí foi tirada da wikipedia, mas a minha busca também me levou a conhecer este site ótimo, o Atlas of plucked instruments.
(de repente eu faço um post só sobre instrumentos escalafobéticos, outro dia desses.)
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abraços paratodos!
rei com rei
ayayay "eu sou / a verdadeira minoriaaa"
;]
...mais um oferecimento do seu serviço humdeabril de notícias:
"Escolas primárias britânicas ensinarão contos infantis gays
Escolas britânicas estão introduzindo contos infantis com temática gay para crianças entre quatro e 11 anos de idade.
A iniciativa piloto foi criada para familiarizar as crianças com as relações homossexuais e adaptar o currículo a um conjunto de novas leis que entra em vigor em abril, conhecido como Ato de Igualdade, que visa reduzir desigualdades sociais e eliminar discriminação no país.
Uma das fábulas, King & King (Rei e Rei), conta a história de um príncipe que rejeita três princesas antes de se apaixonar e se casar com o irmão de uma delas.
Outro conto de fadas mostra uma menina com duas mães e há ainda uma história sobre a relação de dois pingüins machos em um zoológico de Nova York.
Polêmica
O projeto, que está sendo testado em 14 escolas primárias do país, foi desenvolvido pela Universidade de Sunderland.
“O objetivo é ajudar as escolas a atingirem seus requerimentos sob o Ato de Igualdade. Há muito pouco disponível no momento para permitir que eles atendam às necessidades de todos os alunos”, disse Elizabeth Atinkson, da Universidade de Sunderland, ao jornal Daily Mail.
Mas o projeto está gerando protestos de grupos católicos, que consideram o os livros como “material didático inapropriado”.
“As previsões de que as novas leis resultariam na promoção ativa da homossexualidade nas escolas estão virando realidade”, disse Simon Calvert, do Instituto Cristão.
O governo diz que cada escola poderá decidir o que irá ensinar mesmo depois que as leis do Ato de Igualdade entrarem em vigor."

simpática a capa do livrinho - mas
pras crianças com quem convivo
isso não é nenhuma novidade...
Pluft!

Conheci a Maria Clara Machado e ela era uma velhinha supimpa e arretada.
vou contar uma historinha exemplar, um dos primeiros contatos que tive com ela:
todo ano uma galera dormia (talvez hoje a política do medo as impeça de fazê-lo) na porta de seu teatro-escola, o famoso e espetacular Tablado, na esperança de obter uma vaga nos cursos livres de interpretação que tantos bons (e alguns maus, é verdade) atores já pôs no mundo.
pois bem: eis que, na manhã do dia das inscrições, bem cedo, quando a algazarra adolescente tentava, ainda sonolenta, se converter em fila - a qual fazia facilmente a curva no quarteirão - vem chegando D. Maria Clara, a dona mesmo do negócio, criadora daquele (realmente incrível!) espaço, espaço que era razão de todo o alvoroço.
assim que se depara com a fila, ainda de longe, ela já começa a gesticular e vociferar, irritadíssima:
- vocês estão loucos! voltem pras suas casas! não tem vaga, não, vão embora! vocês são loucos!
genial, a Maria Clara.
...e Pluft!
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